BLOG COLETIVO, os temas são variados.
Tudo começou em 2004 numa comunidade de gente 'madura' do orkut, aos poucos cresceu a amizade e sintonia, apesar de vivermos em diferentes lugares. Participamos da comunidade fechada Jiló com Miolo no orkut, no Facebook, e no blog mostramos nosso 'espírito jiló'.

Blogar, Jilozar, Miolar...

De tempos em tempos a vida nos prega peças, faz suas graças e nos deixa de calças curtas.

Há quatro anos e dois meses fui colocada no Orkut sem ao menos saber que raio de site era aquele.

Pastei, fiz besteira, cantei meu amigo que havia me convidado (tudo em inglês!!!) e quase morri de vergonha quando ele, rindo, me falou:

Cassia cantei você as duas semanas que fiquei em São Paulo e agora que estou em pleno mar do Caribe é que você me dá bola???!!!

Mas eu fui aprendendo. Fiquei "expert" em Orkut e li, li muito as pessoas pelas comunidades.

C&A, ME falecida, Cama na Rede também falecida. Acho até que essa teve uma reencarnação.

Finalmente decidi entrar na Maduros Ecléticos. Neurótica como sou, li 80% dos tópicos antes de pedir add. Gostei de uns par de gente lá. Da sua fluidez, lucidez, gente articulada... Até a página 2.

Lá conheci a Ângela (Flut), Walkiria, Beth, Mariozinho (esse corno safado que nos abandonou). Conheci senhor Eduardo - Eduzón, ou simplesmente o Dú, que é como eu o chamo.

A vida foi seguindo, ME foi implodida. Nesse meio tempo perguntei à Walkiria o que era esse negócio de Jiló com Miolo.

Ela me mandou o link e disse que era uma micro comunidade que tinham fundado, só para terem um canto de sossego, sem grandes pretensões.

Pensei comigo: Sossego... Depois de tantos paus que estão brotando na ME. Acho que ter um lugar assim até vai ser bom. Entrei!!!!

Entrei muda e fiquei calada por quase um ano. Não porque não gostasse, mas é que as coisas por outras bandas tinham fervido, entrado em ebulição, explodido e... Renascido das cinzas.

Mas eu lia, lia tudo. Até que comecei a escrever um pouco. Depois mais um pouco. Aí digamos, abri o lacre, mesmo sendo tão calada.

Sempre prestando atenção às pessoas, fui na medida do possível, conhecendo um pouco de cada um. Uns eu gostava, outros nem tanto, alguns simplesmente não suportava. Normal isso na vida, ainda que virtual.

Achava engraçado como tinham uma necessidade premente de se encontrarem. Imagine! Eu, a Lenda (título dado pelo Dú), tímida, quieta... Isso não era pra mim.

Mas eu gostava daquele povo doido.

A Vila do sossego... Mas que sossego o quê!!! Cada pega monstruoso. Faísca pra todo canto. Unha quebrada, cabelo arrancado, joelho ralado...

E de repente uma calmaria sem tamanho.

Do nada!!!

E eu querendo sangue, inconformada, louca para pular na jugular de uns dois ou três.

Tá louco! Parece família italiana. Uma gritaria dos diabos, prato voando e cinco minutos depois todo mundo abraçado chorando. Eu, hein...

Mas quem não morre, invariavelmente envelhece. Opss, fica mais experiente.

Hoje em dia deixei de ser A Lenda para algumas pessoas, já não quero sugar o sangue de dois ou três (só de um ou dois). Já me sinto uma Jiló (meio ovelha negra às vezes).

Só duas coisas não mudaram e nem vão mudar:

As brigas da familia calabreza...

O meu amor por todos vocês!

4 comentários:

Moema disse...

Cassia, você tem o DOM de me emocionar.

Sempre quetinha, sempre discreta, fica ausente por dias, meses, mas quando aparece, solta a voz e os dedinhos com pérolas como esse texto.

Beijos, VIDA LONGA para vc.

Sua Fã

IZILDA disse...

Cássia,
Que relato mais lindo!
Também me emocionei.
E estava sentindo uma baita falta dessa lenda...
Beijão!

Walkiria disse...

Catita, Catita!

Se você não existisse teria que ser inventada.

Quue humanidade linda que você tem.

Beijo

Jussara Gehrke disse...

Cássia,

muito bonito o que escreveu e como se expos...

(de familia italiana todos temos um pouco)

beijo
Ju